LAPIDAÇÃO DE JESUS, LAPIDAÇÃO DA IGREJA
LAPIDAÇÃO DE JESUS, LAPIDAÇÃO DA IGREJA
"Os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus" (Jo 10, 31). Será que esse apedrejamento não continua ainda nos nossos dias? Continua, sim, e continuará ainda mais no futuro. Se feriram o Pastor, hão de ferir também as ovelhas. Se cortaram a árvore, também cortarão os ramos. Se tentaram lapidar o Esposo, sem dúvida ainda mais lapidarão a Sua Esposa, a Igreja.
Meus filhos, não deixemos que as tristes notícias sobre práticas pecaminosas de pessoas proeminentes da Igreja nos tirem a esperança e o ânimo de continuarmos a "combater o bom combate da fé". Vale a pena irmos até o fim como foi o nosso Redentor e Salvador Jesus. Os homens são falíveis. A sã doutrina, não, porque Deus garantiu a Pedro (e aos seus sucessores) que "as portas do inferno não prevalecerão".
Fiquemos com o nosso Papa Bento XVI, que assim escreve aos católicos da Irlanda, no dia 19 de março de 2010:
1. Amados Irmãos e Irmãs da Igreja na Irlanda, é com grande preocupação que vos escrevo como Pastor da Igreja universal. Como vós, fiquei profundamente perturbado com as notícias dadas sobre o abuso de crianças e jovens vulneráveis da parte de membros da Igreja na Irlanda, sobretudo de sacerdotes e religiosos. Não posso deixar de partilhar o pavor e a sensação de traição que muitos de vós experimentastes ao tomar conhecimento destes atos pecaminosos e criminais e do modo como as autoridades da Igreja na Irlanda os enfrentaram.
Paulo Apóstolo nos recomenda a "termos em nós os mesmos sentimentos que havia em Jesus Cristo". Hoje, podemos tornar atualizadas essas palavras buscando ter com o Papa – o Vigário de Cristo na terra – os mesmos sentimentos do seu coração que poderiam se resumir em duas vertentes: de um lado, a INDIGNAÇÃO, a PERPLEXIDADE, a DOR DA TRAIÇÃO, mas, igualmente, sentimentos de COMPAIXÃO E MISERICÓRDIA para com os que caíram e traíram a Igreja, a sua própria consagração, e, acima de tudo, a confiança depositada neles por Deus.
Mas, não nos excluamos dessa DOR DA TRAIÇÃO causada também por nós, em outro sentido, mas não menos grave, quando, consciente e livremente, protelamos a nossa busca crescente pela santidade exigente daquEle que é SANTO, SANTO, SANTO!
Mantenhamo-nos firmes junto a Pedro... a Bento, hoje! Não abandonemos a barca da Igreja para não morrermos no dilúvio que arrasa o mundo!
|