FERMENTO DOS FARISEUS... FERMENTO DE HERODES...
FERMENTO DOS FARISEUS... FERMENTO DE HERODES...
O levedo era considerado como sinal e causa de corrupção. Na festa da Páscoa judaica não se comia, nem se come pão fermentado. Isto porque a Páscoa era a festa da novidade, da ruptura com o velho, da busca de um Deus libertador diferente de todos os demais deuses dos pagãos. Rompimento com o velho para abraçar o novo em Deus.
Quando Jesus se refere ao cuidado que os discípulos tinham que ter com relação aos dois fermentos mencionados, Ele estava igualmente nos alertando para algo muito prático e atual.
O fermento é uma pequena porção que se coloca na massa para que ela toda fique levedada e cresça. Nesse sentido, o efeito do fermento é muito bom.
Mas, há o outro lado da coisa: a fermentação também deteriora os alimentos mudando-lhes o gosto e causando problemas de indigestão.
Existe um "fermento" que nos pode "fermentar" por dentro, na alma. Somos assaltados por ele – ainda que por uma pitadinha de nada! – e, de repente, quando tudo parecia ir tão bem, tudo se azeda: um olhar, uma palavra, uma notícia não muito agradável... O mau humor, a agressividade, a perturbação tomam conta de nós.
O fermento dos fariseus é o da hipocrisia, da altivez espiritual, da prepotência sobre os demais... Aquele fermento que nos põe acima dos outros e a todos julga sem piedade com palavras ferinas, e, às vezes, nem sempre verdadeiras.
O fermento de Herodes é aquela pitadinha que vem dos pequenos prazeres da vida que nos concedemos e que nos enfraquecem aos poucos até não darmos conta de "segurar as pontas". Assim foi Herodes: não sabia dizer "Não" a si mesmo e, por isso, não foi capaz de dizer "Não" à filha de Herodíades.
Como vão nossos exercícios de ascese?
(Acompanhe-me às terças-feiras, às 14 horas, no site www.gospamira.com.br (rádio on line).
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