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Dia 08 de Março de 2010

OFÍCIO DAS LEITURAS

Tempo da Quaresma

 III Segunda-Feira

   

V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Esta introdução se omite quando o Invitatório precede imediatamente ao Ofício das Leituras.

 

Hino

 

Agora é tempo favorável,

divino dom da Providência,
para curar o mundo enfermo
com um remédio, a penitência.

 

Da salvação refulge o dia,
na luz de Cristo a fulgurar.

O coração, que o mal feriu,

a abstinência vem curar.

 

Em corpo e alma, a abstinência,

Deus, ajudai-nos a guardar.

Por tal passagem, poderemos

à páscoa eterna, enfim, chegar.

 

Todo o Universo vos adore,

Trindade Santa, Sumo Bem.

Novos por graça entoaremos

um canto novo a vós. Amém.

 

Salmodia

 

Ant. 1 Vem a nós o nosso Deus e nos fala abertamente.

 

Salmo 49(50)

 

O culto que agrada a Deus

Eu não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento (cf. Mt5,17).

 

I  

1 Falou o Senhor Deus, chamou a terra, *

do sol nascente ao sol poente a convocou.

2 De Sião, beleza plena, Deus refulge, *

3 vem a nós o nosso Deus e não se cala.

 

– À sua frente vem um fogo abrasador, *

ao seu redor, a tempestade violenta.

4 Ele convoca céu e terra ao julgamento, *

para fazer o julgamento do seu povo:

 

5 “Reuni à minha frente os meus eleitos, *

que selaram a Aliança em sacrifícios!”

6 Testemunha o próprio céu seu julgamento, *

porque Deus mesmo é juiz e vai julgar.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Vem a nós o nosso Deus e nos fala abertamente.

 

Ant. 2 Oferece ao Senhor um sacrifício de louvor!

 

II  

=7 “Escuta, ó meu povo, eu vou falar; †

ouve, Israel, eu testemunho contra ti: *

Eu, o Senhor, somente eu, sou o teu Deus!

 

8 Eu não venho censurar teus sacrifícios, *

pois sempre estão perante mim teus holocaustos;

9 não preciso dos novilhos de tua casa *

nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

 

10 Porque as feras da floresta me pertencem *

e os animais que estão nos montes aos milhares.

11 Conheço os pássaros que voam pelos céus *

e os seres vivos que se movem pelos campos.

 

12 Não te diria, se com fome eu estivesse, *

porque é meu o universo e todo ser.

13 Porventura comerei carne de touros? *

Beberei, acaso, o sangue de carneiros?  

 

14 Imola a Deus um sacrifício de louvor *

e cumpre os votos que fizeste ao Altíssimo.

15 Invoca-me no dia da angústia, *

e então te livrarei e hás de louvar-me”.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Oferece ao Senhor um sacrifício de louvor!

 

Ant. 3 Eu não quero oferenda e sacrifício;

quero o amor e a ciência do Senhor!

 

III  

=16 Mas ao ímpio é assim que Deus pergunta: †

“Como ousas repetir os meus preceitos *

e trazer minha Aliança em tua boca?

 

17 Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos *

e deste as costas às palavras dos meus lábios!

18 Quando vias um ladrão, tu o seguias *

e te juntavas ao convívio dos adúlteros.

 

19 Tua boca se abriu para a maldade *

e tua língua maquinava a falsidade.

20 Assentado, difamavas teu irmão, *

e ao filho de tua mãe injuriavas.

 

21 Diante disso que fizeste, eu calarei? *

Acaso pensas que eu sou igual a ti?

– É disso que te acuso e repreendo *

e manifesto essas coisas aos teus olhos.

 

=22 Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, †

para que eu não arrebate a vossa vida, *

sem que haja mais ninguém para salvar-vos!

 

23 Quem me oferece um sacrifício de louvor, *

este sim é que me honra de verdade.

– A todo homem que procede retamente, *

eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.

 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 

Ant. Eu não quero oferenda e sacrifício;

quero o amor e a ciência do Senhor!

 

V. Convertei-vos e crede no Evangelho.

R. Pois o reino de Deus está chegando.

 

Primeira leitura

Do Livro do Êxodo 24,1-18

 

Celebração da Aliança no monte Sinai

 

Naqueles dias, 1Deus disse a Moisés: “Sobe até ao Senhor, tu e Aarão, Nadab, Abiú e os setenta anciãos de Israel, e prostrai-vos à distância. 2Só Moisés se aproximará do Senhor. Os outros não se aproximarão, nem o povo subirá com ele”.

 

3Moisés veio e transmitiu ao povo todas as palavras do Senhor e todos os decretos. O povo respondeu em coro: “Faremos tudo o que o Senhor nos disse”. 4Então Moisés escreveu todas as palavras do Senhor. Levantando-se na manhã seguinte, ergueu ao pé da montanha um altar e doze marcos de pedra pelas doze tribos de Israel. 5Em seguida, mandou alguns jovens israelitas oferecer holocaustos e imolar novilhos como sacrifícios pacíficos ao Senhor. 6Moisés tomou metade do sangue e o pôs em vasilhas, e derramou a outra metade sobre o altar. 7Tomou depois o livro da aliança e o leu em voz alta ao povo, que respondeu: “Faremos tudo o que o Senhor disse e lhe obedeceremos”.8Moisés, então, com o sangue separado, aspergiu o povo, dizendo: “Este é o sangue da aliança, que o Senhor fez convosco, segundo todas estas palavras”.

 

9Moisés subiu com Aarão, Nadab e Abiú e os setenta anciãos de Israel. 10E viram o Deus de Israel, e sob os seus pés havia uma espécie de pavimento de safira, límpido como o próprio céu. 11Ele não estendeu a mão contra os escolhidos dentre os filhos de Israel; eles viram a Deus e depois comeram e beberam.

 

12O Senhor disse a Moisés: “Sobe até mim, ao monte, e fica lá; eu te darei as tábuas de pedra, a lei e os mandamentos que escrevi para que os instruas”. 13Levantou-se Moisés e, com seu ajudante Josué, subiu ao monte de Deus, 14depois de ter dito aos anciãos: “Esperai por nós aqui até voltarmos. Aarão e Hur ficam convosco, e quem tiver alguma questão dirija se a eles”.

 

15Quando Moisés subiu ao monte, a nuvem cobriu o monte. 16A glória do Senhor pousou sobre o monte Sinai, e a nuvem cobriu-o durante seis dias. No sétimo dia, chamou Moisés do meio da nuvem. 17A glória do Senhor aparecia aos filhos de Israel como um fogo ardendo sobre o cume do monte. 18Subindo a montanha, Moisés penetrou no meio da nuvem, e permaneceu ali quarenta dias e quarenta noites.

 

Responsório Eclo 45,5.6. At 7,38a

 

R. A Moisés Deus fez ouvir a sua voz

e o fez entrar dentro da nuvem.

* Entregou-lhe, face a face, seus preceitos,

a lei da vida e da inteligência,

para ensinar sua Aliança a Jacó

e a Israel, os seus preceitos.

V. Foi Moisés quem na assembléia do deserto

esteve com o anjo que lhe falava da montanha do Sinai.

* Entregou-lhe.

 

Segunda leitura

Das Homilias de São Basílio Magno, bispo

 

(Hom. 20, De humilitate, 3: PG31,530-531)

(Séc.IV)

 

Quem se gloria, glorie-se no Senhor

 

Não se glorie o sábio de seu saber, não se glorie o forte de sua força, nem o rico de suas riquezas (Jr 9,22).

 

Qual é então o verdadeiro motivo de glória e em que consiste a grandeza do homem? Quem se gloria – diz a Escritura – glorie-se nisto: em conhecer e compreender que eu sou do Senhor (Jr 9,23).

 

A nobreza do homem, a sua glória e a sua dignidade consistem em saber onde está a verdadeira grandeza, aderir a ela e buscar a glória que procede do Senhor da glória. Diz efetivamente o Apóstolo: Quem se gloria, glorie-se no Senhor. Estas palavras encontram-se na seguinte passagem: Cristo se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, “quem se gloria, glorie-se no Senhor” (1Cor 1,31).

 

Por conseguinte, é perfeito e legítimo nos gloriarmos no Senhor quando, longe de orgulhar-nos de nossa própria justiça, reconhecemos que estamos realmente destituídos dela e só pela fé em Cristo somos justificados.

 

É nisto que Paulo se gloria: desprezando sua própria justiça, busca apenas a que vem por meio de Cristo, ou seja, a que se obtém pela fé e procede de Deus; para assim conhecer a Cristo, o poder de sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, configurando-se à sua morte, na esperança de alcançar a ressurreição dos mortos.

 

Aqui desaparece todo e qualquer orgulho. Nada te resta para que te possas gloriar, ó homem, pois tua única glória e esperança está em fazeres morrer tudo que é teu e procurares a vida futura em Cristo. E como possuímos as primícias desta vida, já a iniciamos desde agora, uma vez que vivemos inteiramente na graça e no dom de Deus.

 

É certamente Deus quem realiza em nós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente (Fl 2,13). E é ainda Deus que pelo seu Espírito nos revela a sabedoria que, de antemão, destinou para nossa glória.

 

Deus nos concede força e resistência em nossos trabalhos. Tenho trabalhado mais do que os outros – diz também Paulo – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo (1Cor 15,10).

 

Deus nos livra dos perigos para além de toda esperança humana. Experimentamos, em nós mesmos, – diz ainda o Apóstolo – a angústia de estarmos condenados à morte. Assim, aprendemos a não confiar em nós mesmos, mas a confiar somente em Deus que ressuscita os mortos. Ele nos livrou, e continuará a livrar-nos, de um tão grande perigo de morte. Nele temos firme esperança de que nos livrará ainda, em outras ocasiões (2Cor 1,9-10).

 

Responsório Sb 15,3; Jo 17,3

 

R. Conhecer-vos, ó Senhor, é a justiça consumada.

* Reconhecer vosso domínio

é raiz e fundamento da imortalidade.

V. A vida eterna é esta: Conhecer-vos, ó Pai,

um só Deus verdadeiro e a Jesus, que enviaste.

* Reconhecer.

 

Oração
 
 Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, purificai e protegei a vossa Igreja, governando-a
 constantemente, pois sem vosso auxílio ela não pode salvar-se. Por nosso Senhor Jesus Cristo,
 vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
 
Conclusão da Hora

 

V. Bendigamos ao Senhor.

R. Demos graças a Deus.

 

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