L Liturgia

Liturgia de 12 de fevereiro de 2018

SEGUNDA-FEIRA DA VI SEMANA DO TEMPO COMUM
(cor verde - ofício do dia)

Antífona da entrada

- Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para a honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30,3).

- Oração do dia

- Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Tg 1,1-11


- Início da Carta de São Tiago: 1Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que vivem na dispersão: Saudações. 2Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, 3por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. 4Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma.
5Se a alguém de vós falta sabedoria, peça-a a Deus, que a concede generosamente a todos, sem impor condições; e ela lhe será dada. 6Mas peça com fé, sem duvidar, porque aquele que duvida é semelhante a uma onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7Não pense tal pessoa que receberá alguma coisa do Senhor: 8o homem de duas almas é inconstante em todos os seus caminhos. 9O irmão humilde pode ufanar-se de sua exaltação, 10mas o rico deve gloriar-se de sua humilhação. Pois há de passar como a flor da erva. 11Com efeito, basta que surja o sol com o seu calor, logo seca a erva, cai a sua flor, e desaparece a beleza do seu aspecto. Assim também acabará por murchar o rico no meio de seus negócios.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 119,67.68.71.72.75.76 (R: 77a)

- Venha a mim o vosso amor e viverei.

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- Antes de ser por vós provado, eu me perdera; mas agora sigo firme em vossa lei!

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- Porque sois bom e realizais somente o bem, ensinai-me a fazer vossa vontade!

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- Para mim foi muito bom ser humilhado, porque assim eu aprendi vossa vontade!

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- A lei de vossa boca, para mim, vale mais do que milhões em ouro e prata.

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- Sei que os vossos julgamentos são corretos e com justiça me provastes, ó Senhor!

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.


- Vosso amor seja um consolo para mim, conforme a vosso servo prometestes.

R: Venha a mim o vosso amor e viverei.

 

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

- Sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14,6).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 8, 11-13


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.

- Glória a vós, Senhor!

- Naquele tempo, 11os fariseus vieram e começaram a discutir com Jesus. E, para pô-lo à prova, pediam-lhe um sinal do céu.12 Mas Jesus deu um suspiro profundo e disse: "Por que esta gente pede um sinal? Em verdade vos digo, a esta gente não será dado nenhum sinal". 13E, deixando-os, Jesus entrou de novo na barca e foi para a margem oposta.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 

Liturgia comentada
Por que esta geração pede um sinal? (Mc 8,11-13)

Nesta passagem do Evangelho, Jesus se mostra algo irritado com a permanente pressão dos fariseus que, tentando pô-lo à prova, chegavam a cobrar dele um sinal do céu que avalizasse a sua autoridade. São João da Cruz afirma claramente que essa mania de pedir “sinais” a Deus e essa sede de visões e revelações são incompatíveis com os tempos da Nova Aliança em Jesus Cristo.

O santo do Carmelo diz que o hábito de fazer perguntas a Deus, como no tempo dos antigos profetas, se explica porque “ainda não estavam bem assentados os fundamentos da fé, nem estabelecida a Lei evangélica”. Agora, porém, “já estabelecida a fé em Cristo, e a Lei evangélica promulgada na era da graça, não há mais razão para perguntar daquele modo, nem aguardar as respostas e os oráculos de Deus, como antigamente. Porque, ao dar-nos, como nos deu, o seu Filho, que é a sua Palavra única (e outra não há), tudo nos falou de uma vez nessa Palavra, e nada mais tem para falar”.

Quando se multiplicam as notícias de aparições, de fenômenos solares, ao lado de profecias de noites de trevas, manifesta-se claramente o estágio primitivo de uma fé que não chegou a amadurecer. O mesmo Doutor ensina: “Se atualmente, portanto, alguém quisesse interrogar a Deus, pedindo-lhe alguma visão ou revelação, não só cairia em uma insensatez, mas agravaria muito a Deus em não pôr os olhos totalmente em Cristo sem querer outra coisa ou novidade alguma. Deus poderia responder-lhe deste modo, dizendo: ‘Se eu te falei já todas as coisas em minha Palavra, que é meu Filho, e não tenho outra palavra a revelar ou responder que seja mais do que ele, põe os olhos só nele; porque nele eu disse e revelei tudo, e nele acharás ainda mais do que pedes e desejas”.

Antes da revelação plena na pessoa de Jesus Cristo, os antigos valiam-se de variados meios para discernir a vontade de Deus. Isto incluía o exame de vísceras de animais, o estudo dos astros e até mesmo uma espécie de jogo de azar com pequenas pedras ou ossos de animais, que a Bíblia chama de “urim” e “tumim”. Um caso clássico na Bíblia foi a experiência de Gedeão (cf. Jz 6,36ss), quando ele estendeu no terreno uma pele de carneiro, pedindo ao Senhor que o orvalho noturno caísse apenas sobre o velo, mas a terra em torno continuasse seca, como sinal certo de que Israel seria salvo por suas mãos.

“Mas interrogar-me agora e querer receber minhas respostas como no Antigo Testamento – conclui São João da Cruz – seria de algum modo pedir novamente Cristo e mais fé; tal pedido mostraria, portanto, a falta desta mesma fé já dada em Cristo.” Certos grupos que se dizem cristãos, mas permanecem aferrados ao Velho Testamento, incorrem com frequência neste despropósito.

Orai sem cessar: “Quem confia no Senhor, esse é feliz!” (Pr 16,20)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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