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Liturgia de 12 de outubro de 2018

SEXTA FEIRA - NOSSA SENHORA APARECIDA - PADROEIRA DO BRASIL
(branco, glória, creio, pref. próprio - ofício da solenidade)

Antífona da entrada

 

- Com grande alegria rejubilo-me no Senhor, e minha alma exultará no meu Deus, pois me revestiu de justiça e salvação, como a noiva ornada de suas joias.

Oração do dia

 

- Ó Deus, todo - poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, mãe de Deus e senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, fiel à sua vocação e vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Es 5, 1-2; 7, 2-3


Leitura do livro de Ester: 1bEster revestiu-se com vestes de rainha e foi colocar-se no vestíbulo interno do palácio real, frente à residência do rei. O rei estava sentado no trono real, na sala do trono, frente à entrada. 2Ao ver a rainha Ester parada no vestíbulo, olhou para ela com agrado e estendeu-lhe o cetro de ouro que tinha na mão, e Ester aproximou-se para tocar a ponta do cetro. 7,2b Então, o rei lhe disse: “O que me pedes, Ester; o que queres que eu faça? Ainda que me pedisses a metade do meu reino, ela te seria concedida”. 3Ester respondeu-lhe: “Se ganhei as tuas boas graças, ó rei, e se for de teu agrado, concede-me a vida - eis o meu pedido! - e a vida do meu povo - eis o meu desejo!”

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 45, 11-12a.12b-13.14-15a.15b-16 (R: 11-12a)

- Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

 - Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto:  “Esquecei vosso povo e a casa paterna! Que o Rei se encante com vossa beleza! Prestai-lhe homenagem: é vosso Senhor!

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!


- O povo de Tiro vos traz seus presentes, os grandes do povo vos pedem favores. Majestosa, a princesa real vem chegando, vestida de ricos brocados de ouro.

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!


- “Em vestes vistosas ao Rei se dirige, e as virgens amigas lhe formam cortejo; entre cantos de festa e com grande alegria, ingressam, então, no palácio real”.

R: Escutai, minha filha, olhai, ouvi isto: que o Rei se encante com vossa beleza!

2ª Leitura: Ap 12, 1.5.13.15-16

 

- Leitura do livro do Apocalipse de São João: 1Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas. 5E ela deu à luz um filho homem, que veio para governar todas as nações com cetro de ferro. Mas o filho foi levado para junto de Deus e do seu trono. 13aQuando viu que tinha sido expulso para a terra, o dragão começou a perseguir a mulher que tinha dado à luz o menino. 15A serpente, então, vomitou como um rio de água atrás da mulher, a fim de a submergir. 16aA terra, porém, veio em socorro da mulher.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Aclamação ao santo Evangelho.

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

 - Disse a mãe de Jesus aos serventes: fazei tudo o que ele disser! (Jo 2,5).

Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 2, 1-11


- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.

- Glória a vós, Senhor!

 - Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros.
7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho bom até agora!” 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!

 
 

Liturgia comentada
Estava lá a mãe de Jesus... (Jo 2, 1-11)

Um casamento na roça. Em Caná de Galiléia. Mal iniciada a festa, o vinho vem a faltar. Para os padrões daquela sociedade, casamento sem vinho é um fracasso. Onde está o vinho, aí está a alegria. Tudo faz pensar em gente pobre, um noivo sem muitos recursos e – quem sabe – uma inesperada afluência de “convidados”: os numerosos discípulos que já acompanhavam Jesus de Nazaré.

Mas, como anota o evangelista João, “estava lá a Mãe de Jesus”. E foi exatamente ela quem percebeu a situação constrangedora. Enquanto os convivas cuidam de si mesmos, ela está atenta às necessidades dos outros. Por isso mesmo, Maria se dirige ao Filho e apresenta-lhe a situação: “Eles não têm vinho...” E o faz como quem sabe muito bem que seu Filho tem condições de resolver o problema. A Mãe conhece o seu Filho.

Até onde dá a perceber o texto um tanto obscuro, Jesus tenta esquivar-se do caso, como se não tivesse nada a ver com a situação. Maria ouve a resposta do Filho, mas age como quem vê por um outro ângulo. E dá aos serventes – seguramente primos e parentes do noivo – a ordem que ainda ressoa em nossos ouvidos: “Fazei tudo o que ele vos disser!” A obediência deles garante a todos um agradável desfecho: notável quantidade de vinho, somada à qualidade ainda mais notável!

Esta passagem do Evangelho de João, por mais pitoresca que ela seja, acaba por se tornar “incômoda” para aqueles que duvidam da intercessão da Mãe de Deus. Temos uma situação bem concreta: há uma necessidade material, Maria a percebe e pede a interferência de Jesus. Apesar de uma recusa inicial, o Mestre “cede” e faz o primeiro milagre de sua vida pública.

Pior! Não se trata de alguma cura que pudesse ser traduzida como fenômeno “psicossomático” ou alucinação coletiva: trata-se de uma autêntica transformação da matéria, água transmudada em vinho, com todas aquelas diferenças organolépticas que envolvem cor, aroma e sabor.

Daquele dia em diante, os pobres da roça ficaram sabendo que a Mãe pode influir nas decisões do Filho. Descobriram que a misericórdia move o poder. Os acadêmicos continuam esperneando. Mas os pobres preferem crer em seus próprios sentidos...

Orai sem cessar: “Mãe dos pobres, rogai por nós!”
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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