L Liturgia

Liturgia de 11 de agosto de 2018

SABADO – SANTA CLARA - VIRGEM
(Branco, pref. comum ou das virgens – ofício da memória)

Antífona da entrada

 

- Estes são os santos que receberam a bênção do Senhor e a misericórdia de Deus, seu salvador. É a geração dos que buscam a Deus  (Sl 23,5).

 

Oração do dia

 

- Ó Deus, que na vossa misericórdia atraístes Santa Clara ao amor da pobreza, concedei, por sua intercessão, que, seguindo o Cristo com um coração de pobre, vos contemplemos um dia em vosso Reino. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: Hab 1,12-2,4

 

- Leitura da profecia de Habacuc: 1,12Acaso não existes desde o princípio, Senhor, meu Deus, meu Santo, que não haverás de morrer? Senhor, puseste essa gente como instrumento de tua justiça; criaste-a, ó meu rochedo, para exercer punição. 13Teus olhos são puros para não veres o mal; não podes aceitar a visão da iniquidade. Por que, então, olhando para os malvados, e vendo-os devorar o justo, ficas calado? 14Tratas os homens como os peixes do mar, como os répteis, que não têm dono. 15O pescador pega tudo com o anzol, puxa os peixes com a rede varredoura e recolhe-os na outra rede; com isso, alegra-se e faz a festa. 16Faz imolação por causa da sua malha, oferece incenso por causa da sua rede, porque com elas cresceu a captura de peixes e sua comida aumentou. 17Será por isso que ele sempre desembainhará a espada, para matar os povos, sem dó nem piedade? 2,1Vou ocupar meu posto de guarda e estarei de atalaia, atento ao que me será dito e ao que será respondido à minha denúncia. 2Respondeu-me o Senhor, dizendo: “Escreve esta visão, estende seus dizeres sobre tábuas, para que possa ser lida com facilidade. 3A visão refere-se a um prazo definido, mas tende para um desfecho, e não falhará; se demorar, espera, pois ela virá com certeza, e não tardará. 4Quem não é correto, vai morrer, mas o justo viverá por sua fé”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

 

Salmo Responsorial: Sl 9,8-9.10-11.12-13 (R: 11b)

 

- Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.

R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.


- Mas Deus sentou-se para sempre no seu trono, preparou o tribunal do julgamento; julgará o mundo inteiro com justiça, e as nações há de julgar com equidade.

R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.


- O Senhor é o refúgio do oprimido, seu abrigo nos momentos de aflição. Quem conhece o vosso nome, em vós espera, porque nunca abandonais quem vos procura.

R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.


- Cantai hinos ao Senhor Deus de Sião, celebrai seus grandes feitos entre os povos! Pois não esquece o clamor dos infelizes, deles se lembra e pede conta do seu sangue.

R: Vós nunca abandonais quem vos procura, ó Senhor.

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

- Jesus Cristo, salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo evangelho a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus: Mt 17,14-20

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Mateus

- Glória a vós, Senhor!   

 

- Naquele tempo, 14chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: 15“Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epiléptico, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. 16Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” 17Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. 18Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora, o menino ficou curado. 19Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” 20Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!   


Liturgia comentada
Não puderam curá-lo... (Mt 17,14-20)

Neste Evangelho, estamos diante de um “fracasso pastoral”: os discípulos de Jesus tentam, em vão, expulsar o demônio que afligia um jovem. Ora, esse poder lhes fora dado e já experimentado em ocasiões anteriores (cf. Lc 10,17). Desta vez, porém, fracassam. Jesus, no entanto, que acabava de descer do Tabor, onde estivera em oração e jejum, na intimidade do Pai, com uma simples ordem liberta o garoto de sua opressão.

Depois, em separado, os discípulos vão perguntar a razão de sua impotência e recebem do Mestre a explicação: há diferentes “castas” de maus espíritos; aquela, em questão, só se pode expulsar com oração (e jejum, acrescentam certas traduções!). (Cf. Mc 9,29.)

Deixemos de lado os detalhes e prendamo-nos ao essencial: precisamos estar preparados para a missão de cada dia. Além da fé – essencial para os ministérios eclesiais, também o lado humano da pessoa exige um mínimo de maturidade, preparação e treinamento. Minha avó Xandoca dizia, quando um de nós tentava fazer algo que não lhe cabia: “Não se meta a rabequista!” De fato, a rabeca, se tocada por um músico principiante, só emite rangidos fanhosos. Também o povo tem seu refrão: “Quem não pode com a mandinga, não carrega patuá.” Ou seja, não dê passos mais largos que suas pernas...

No que nos diz respeito, temos visto muita imprudência quando se confia (e se assume!) uma tarefa pastoral a fiéis despreparados para o serviço. Pessoas recém-convertidas, cuja conversão ainda não foi devidamente testada, podem promover estragos na comunidade. Não raro, são os próprios párocos, ansiosos por atenderem a uma necessidade da paróquia, que nomeiam auxiliares sem preparo para a função. O mesmo acontece nos casamentos precoces, com jovens imaturos praticamente forçados a se casarem por circunstância como uma gravidez indesejada. Neste ponto, teríamos o que aprender com as empresas, que não confiam um equipamento ao funcionário sem, antes, treina-lo para aquela função específica.

Voltando ao núcleo do Evangelho, reconheçamos que somos incapazes. Nada podemos por nós mesmos. Sem vida espiritual intensa, o que inclui oração, comunhão e confissão frequentes, intimidade com a Palavra de Deus e inserção na comunidade, acabaremos todos como os discípulos de Jesus: daremos com os burros n’água...

Orai sem cessar: “O Senhor dará força a seu povo!” (Sl 29,11)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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