L Liturgia

Liturgia de 17 de abril de 2018

TERÇA FEIRA – III SEMANA DA PÁSCOA
(Branco, ofício do dia)

 

Antífona da entrada

 

- Louvai o nosso Deus, todos vós que o temeis, pequenos e grandes; pois manifestou-se a salvação a vitória e o poder do seu Cristo, aleluia (Ap 19,5; 12,10).

Oração do dia

 

- Ó Deus, que abris as portas do reino dos céus aos que renasceram pela água  e pelo Espírito Santo, aumentai em vossos filhos e filhas a graça que lhes destes para que, purificados de todo pecado, obtenham os bens que prometestes. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

1ª Leitura: At 7,51-8,1

 

- Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51“Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!” 54Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”. 57Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8,1aSaulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Salmo Responsorial: Sl 31,3cd-4.6ab.7b.8a.21ab (R: 6a)

 

- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.


- Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!

R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.


- Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, vosso amor me faz saltar de alegria.

R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.


- Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais.

R: Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.

 

Aclamação ao santo Evangelho

 

Aleluia, aleluia, aleluia.

Aleluia, aleluia, aleluia.

- Eu sou o pão da vida, quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor (Jo 6,35).

Aleluia, aleluia, aleluia.

 

Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 6,30-35

 

- O Senhor esteja convosco.

- Ele está no meio de nós.

 

- Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João

- Glória a vós, Senhor!  

 

- Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30“Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obras fazes? 31Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”. 32Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”. 34Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.

- Palavra da salvação.

- Glória a vós, Senhor!  

 

Liturgia comentada
Nunca terá sede! (Jo 6,30-35)

Jesus lembra os hebreus do passado, que caminharam errantes pelo deserto por 40 anos. Quando tiveram fome, foram alimentados pelo maná que Deus mandava do céu. Mas comeram e morreram. A seguir, Jesus se dirige aos hebreus de seu tempo (e também a nós!), fazendo uma preciosa promessa: “Aquele que vem a mim... quem crê em mim... não terá fome... não terá sede...”

Em um livro de grande valor: “Deus em Questão” (Ed. Ultimato, Viçosa, MG, 2005), Armand M. Nicholi Jr. confronta dois ateus: o escritor irlandês C. S. Lewis e o psiquiatra austríaco Sigmund Freud. O primeiro ateu foi agraciado com uma experiência de Deus que o curou das marcas do passado e mergulhou sua vida em uma imprevista alegria. O segundo, apesar de graves interrogações sobre Deus e sobre o seu próprio ateísmo, mostrou-se empedernido e acabaria sua vida sem fé, sem amigos e sem paz. De fato, sua sede interior jamais foi aplacada.

Vejo na vida de C. S. Lewis o cumprimento da promessa de Jesus: a sede do coração humano só pode ser saciada por Cristo! Após sua descoberta de Deus, seus ressentimentos foram superados, a depressão foi curada, sua capacidade de trabalho aumentou e ele escreveu suas principais obras. Antes deprimido e pessimista, Lewis descobriu a alegria de viver entre amigos e partilhar a mesma fé. A experiência do amor de Deus o levaria a amar o próximo. Conforme ele escreveu, “Deus reserva para nós a felicidade definitiva e a segurança que todos nós desejamos”.

Em nossa sociedade, não há muita gente feliz. A sede do coração humano faz chorar e gemer nas madrugadas insones. Muitos tentam amenizar tal sede com drogas e prazer, álcool e trabalho, viagens e posses. Mas a sede do coração humano é muito mais profunda. Brota do íntimo do ser. A experiência diária demonstra que nada deste mundo pode amenizar o seu ardor.

Bem-aventurados aqueles que se voltam para Jesus Cristo e em suas mãos se abandonam. Neles se cumpre infalivelmente a promessa do Senhor: “Se alguém tiver sede, venha a mim e beba. Quem crê em mim, do seu interior manarão rios de água viva.” (Jo 7,37-38.)

E nós? Já nos voltamos para a fonte de água viva? Ou ainda bebemos a água lodosa de poços envenenados?

Orai sem cessar: “Ó Deus, todas as minhas fontes se acham em ti!” (Sl 87,7)
Texto de Antônio Carlos Santini, da Comunidade Católica Nova Aliança.
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